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Créditos de consórcios superam R$ 331 bilhões até julho de 2026

Créditos de consórcios chegam a R$ 331,60 bilhões até julho de 2026, com alta de 22,9% nas vendas acumuladas.

Créditos de consórcios superam R$ 331 bilhões até julho de 2026
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Os créditos comercializados pelo Sistema de Consórcios alcançaram R$ 331,60 bilhões entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O resultado representa crescimento de 22,9% em relação aos R$ 269,92 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O número de novas adesões também avançou. Nos sete primeiros meses deste ano, foram comercializadas 3,31 milhões de cotas, contra 2,88 milhões no mesmo intervalo de 2025. A alta foi de 14,9%, indicando que o mercado manteve, no início do segundo semestre, o ritmo de negócios observado ao longo dos primeiros seis meses do ano.

Julho registra 487,86 mil cotas vendidas

Considerando apenas julho, as vendas chegaram a 487,86 mil cotas. O volume ficou acima da média mensal de 2026, calculada em 473 mil adesões. O desempenho contribuiu para o resultado acumulado e reforçou a procura por modalidades de compra planejada em diferentes segmentos.

Do total de 3,31 milhões de adesões registradas de janeiro a julho, os veículos leves concentraram a maior participação, seguidos por imóveis e motocicletas. A distribuição foi a seguinte:

Segmento Adesões no período
Veículos leves 1,17 milhão
Imóveis 979,67 mil
Motocicletas 896,38 mil
Eletroeletrônicos 114,95 mil
Veículos pesados 109,83 mil
Serviços 38,76 mil

Imóveis lideram crescimento entre os segmentos

Dos seis segmentos acompanhados, cinco apresentaram aumento nas vendas em comparação com os sete primeiros meses de 2025. O maior avanço foi registrado pelos consórcios de imóveis, com alta de 40,8%. A categoria também somou 979,67 mil adesões no período.

Os eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis tiveram crescimento de 15,6%, enquanto os serviços avançaram 10,3%. As motocicletas registraram alta de 8,0%, e os veículos leves cresceram 6,1%.

A única retração ocorreu no segmento de veículos pesados, que apresentou queda de 7,2%. Ainda assim, a avaliação divulgada pela entidade aponta recuperação no desempenho mensal dessa categoria ao longo dos sete meses, em movimento paralelo ao mercado geral de caminhões e outros veículos pesados.

Segmento Variação nas vendas
Imóveis +40,8%
Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis +15,6%
Serviços +10,3%
Motocicletas +8,0%
Veículos leves +6,1%
Veículos pesados -7,2%

Tíquete médio recua 4,2% em julho

O tíquete médio das cotas comercializadas em julho ficou em R$ 107,82 mil. O valor representa redução de 4,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando a média havia alcançado R$ 112,52 mil.

De acordo com a assessoria econômica da ABAC, a queda está relacionada à adesão a créditos de menor valor. A entidade também associa o movimento à busca dos consumidores por compromissos que possam ser cumpridos dentro do orçamento e sejam compatíveis com a renda disponível.

Na prática, o tíquete médio considera o valor dos créditos contratados pelos participantes no período. A variação observada não significa necessariamente redução da procura pelo sistema, já que o número de novas cotas aumentou 14,9% no acumulado do ano.

ABAC mantém avaliação positiva para 2026

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, os resultados confirmam as projeções apresentadas no início do ano. Segundo ele, o início do segundo semestre preservou o ritmo registrado nos seis primeiros meses, especialmente no número de adesões.

“O início do segundo semestre do Sistema de Consórcios manteve o mesmo ritmo praticado nos seis primeiros meses do ano. Ficou claro que as perspectivas apontadas em janeiro, especialmente para as adesões, vêm se confirmando”, afirmou Rossi.

O desempenho até julho reúne avanços tanto no volume financeiro dos créditos comercializados quanto na quantidade de cotas vendidas. Para o público interessado em planejamento patrimonial, os dados ajudam a acompanhar a evolução da modalidade em áreas como imóveis, veículos e motocicletas. Entre os temas relacionados ao segmento, também está o uso do FGTS em operações de consórcio imobiliário.

Os indicadores divulgados pela ABAC mostram, portanto, que o Sistema de Consórcios iniciou o segundo semestre com crescimento acumulado nos créditos negociados e nas adesões, apesar da redução do tíquete médio registrado em julho.

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Emerson Miranda | Proposito Canaan Consultoria

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